segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Ah, filhos... hoje vocês precisam sabre sobre mim. Por mim.
Sabe, se vocês falarem com algumas pessoas cada uma provavelmente terá uma Renata para lhes contar. Primeiro, porque acredito que a expectativa e o mundo particular de cada pessoa interfere e se mistura com o olhar que se tem do outro.
Essa é e minha meta: ver e conviver com as pessoas sem me misturar à elas.
Às vezes eu me misturo filhos. Não gostaria, mas é um fato. E deve acontecer isso com vocês também. Mas não se sintam frustrados por isso. Olhem para vocês. Vejam tudo de bom que fizeram até aqui. Vejam as pequenas coisas boas da vida. Porque as ruins, alguém vai lhes mostrar e apontar, podem ter certeza. As pessoas fazem isso normalmente. Mas REPITO: Olhem para vocês verdadeiramente.
Bom, tive uma infância pesada com relação aos sentimentos. Fui uma criança que carregava as frustrações dos meus pais. Eles não sabiam o que faziam ou como faziam. Talvez vocês pensem isso da infância de vocês, mas preciso que saibam que fizemos tudo o que podíamos e que vocês tem a minha melhor parte.
As vezes eu amei demais. Gosto de amar, mas não de me anular. As vezes me misturo demais as pessoas que eu amo. Gosto do amor, mas não gosto da paixão. Gosto e preciso ter o controle sobre mim. E terei sempre. Posso ter uma recaídas, mas sempre sempre voltarei a ser eu. Se puderem façam isso. Vale a pena. Outra coisa, procurem o auto conhecimento, porque com ele as coisas ficam menos difíceis.
Vocês dormem muito cedo, antes das 20h00 estão os dois na cama. Nunca deram trabalho pra dormir. Levi ainda acorda a noite para mamar, mas o Theo vai das 20h00 às 07h00 direto. E acorda com a corda toda.
Filhos, preciso que saibam também que são as duas pessoinhas mais importantes da minha vida e que podem ter a maior certeza desse mundo: Vocês estão em primeiro lugar na minha vida. SEMPRE.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Levi, hoje não é o aniversário do seu pai, mas pensei que você também gostaria de saber sobre ele. Israel Villa Fernandez, um mexicano que saiu do México em uma companhia de teatro pra não voltar mais. Quer dizer, ele voltou algumas poucas vezes para visitar seus avós. Passou pela Espanha, Holanda, Alemanha até chegar para nós, aqui no Brasil.
Foi casado com uma brasileira que o trouxe até aqui. Da Alemanha desembarcou direto na Bahia há 9 anos atrás. Nós nos conhecemos há 7. Lembro da primeira vez que o vi, lá em Piracaia sentado numa mesa com uma cara muito brava. Pensei: Que moço bonito, mas de cara de triste.
E seguimos a nossa história, cada um com uma pessoa, cada um na sua cidade, cada um na sua. Quatro anos depois, nos aproximamos um pouco e logo ficamos amigos. Muito amigos. Viramos correspondentes da vida. Dividimos tristezas, alegrias, amores e dúvidas. Vi seu pai chorar por alguns amores não correspondidos, vi seu pai inúmeras vezes pedir por uma família, pedir você. Eu, vivendo outra história, apenas o acolhia e o escutava.
Depois de algum tempo dessa correspondência de vida, comecei a sentir que eu iria trazer você para ele. Hoje pensando sobre isso, descubro que foi nesse momento que você nos escolheu lá do céu.
Demoramos para nos encontrar como homem e mulher, mas você não demorou a chegar.
Filho, seu pai é um cara que se entrega totalmente a tudo que faz, que foi atrás do autoconhecimento, foi atrás da sua alma. Uma pessoa que nunca fala da vida e nem mal de ninguém. Com ele aprendi o que é o verdadeiro respeito pelas pessoas.
Ele é um cara bacana, que precisa se catequizar todos os dias para entender que merece você, que merece o meu amor por ele e o amor dessa família que começa à pouco.
Ele é muito talentoso, trabalhador e batalhador. Tenho a certeza filho de que você o tem na sua melhor parte. Cuida muito de você e é muito carinhoso. Quando ele está triste ou bravo, se fecha num casulo que ninguém entra. Eu já tentei entrar, mas ele me ensinou o verdadeiro significado da palavra respeito. Depois de se fechar ele volta. Em algum momento ele sai do casulo. Aprenda isso, filho, ele volta. É que ele é uma pessoa tão legal, tão engraçada que faz falta quando ta lá, sabe assim?
Nós o amamos do jeito que ele é, do jeito que ele chegou pra gente, meu pequeno grande Levi.
Bem meu amor esse é o pai que você escolheu como seu.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Theo, hoje é aniversário do seu pai. Ele têm 42 ou 43 anos, não me lembro bem. Gostaria de te dizer que mesmo não estando mais casada com ele, por motivos que não tem nada haver com você, mas sim pela nossa incansável busca para ser feliz nessa vida. Ele é um cara legal. Não imaginaria outro pai pra você. Logo que engravidei, eu soube que você viria para nós, você viria para ele como um grande resgate da criança que ele foi. Da criança que eu fui. É filho, você nos escolheu e sua missão por aqui tem haver com a grandeza e o tamanho da sua alma.
Seu pai Emilio Cesar Boechat é inteligente, bondoso e um grande cara. É uma das pessoas mais talentosas que existe atualmente no meio artístico. Outro dia você me disse: Meu pai escreve a novela Bela a Feia, e você trabalha com o que?
Ele também é uma pessoa que busca ser melhor a cada dia. Que busca deixar pra trás as coisas chatas que lhe disseram ou que aconteceram na infância. Sim, filho não acredite em tudo que te disserem agora. Só acredite nos elogios e nas coisas boas. Seu pai foi atrás do autoconhecimento pra você ser uma pessoa melhor. Complexo? Não. Ele simplesmente foi se entender pra te entender e pra fazer da sua infância mais feliz que a dele – que a nossa. Pode ter certeza filho, você tem a nossa melhor parte.
Feliz aniversário para o pai que você escolheu como seu!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Meus tesouros: se vocês quiserem muito uma coisa, entreguem para o universo que vocês receberão o quanto antes. É verdade.
Quando a gente se vai dessa vida o que fica são os nossos valores. Por isso, gostaria de dizer que o meu maior valor é respeito as pessoas e o respeito a nós mesmos. Amo amo amo vocês acima de tudo.